Geografia física

Topografia
A reserva de 3.096 ha está localizada nas serras ao longo do litoral baiano (13º50´S, 39º10´W), a 18 km do mar. A reserva forma uma área estreita de 20 km. O ponto mais largo é de 3.5 km e o ponto mais estreito, não mais do que 500 m. A propriedade se estende ao longo de cinco cumeeiras, alinhadas no eixo norte/sul e aumentam em altura, do leste para o oeste, com picos de 92 a 338 m de altura. As colinas tendem a ser íngremes e terrenos planos são raros.

Hidrovias
A reserva é abençoada com uma abundância de hidrovias e nascentes. Existem três rios, cujos cursos passam pela maior parte da reserva. O maior rio é o Cachoeira Grande (conhecido também como Rio Mariana) que passa ao longo da fronteira norte da reserva e dentro da Floresta Pancada Grande. Mesmo sendo um dos maiores rios da região, o rio não passa de 10 a 15 m de largura e tem uma profundidade máxima de 4 metros, culminando na cachoeira Pancada Grande, de 61 m de altura, uma das mais espetaculares da Mata Atlântica baiana. Ele cruza com o Rio dos Índios até sair da reserva e desembocar nas águas salobras do Rio Serinhaém. Grande parte do setor do sul da reserva e as florestas da Fazenda Itapema I, vizinha da reserva, formam as cabeceiras do Rio Pacangê, que flui dentro da floresta do Pacangê e desemboca no Rio Cachoeira Grande. O Rio das Matas nasce no morro sudeste de Pacangê e passa pelas florestas de Luís Inácio e Vila 5 e pelas terras agrícolas ao leste, antes de desembocar no Rio Igrapiúna. Os morros no sudeste da reserva formam a bacia hidrográfica dos rios Bombaça, Cego, e Barracão. Todos desembocam no Rio Igrapiúna. Os córregos são abundantes: a floresta de Pacangê tem seis, a de Luis Inácio dois, e de Vila Cinco dois e a Floresta Pancada Grande dois córregos grandes perenes, respectivamente.

Clima
O clima agradável do litoral sul baiano conta com 2.000 mm anuais de chuva e temperaturas de 18˚ a 30˚ C. Chove ao longo de todo o ano, porém, há variações anuais na quantidade de chuva (uma gama de 1313-2666 mm entre 1954-2015) e variações mensais mas, de uma forma geral, a chuva mais intensa ocorre entre os meses de fevereiro e julho, o que coincide com o inverno austral. As chuvas de Santo André, que normalmente caem no fim de novembro, criam um aumento palpável de precipitação na parte mais seca do ano. A tendência de chuva varia consideravelmente e há dias em que nuvens passageiras produzem 10 chuvas rápidas e há períodos em que pode chover semanas seguidas sem parar. No inverno, às vezes, nuvens de chuva pairam sobre áreas do sul da Bahia por várias semanas, enquanto outras regiões do nordeste desfrutam de sol quente. Ventos fortes, trovões e raios são eventos raros. Não existem furacões nem tornados.